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Páginas Amarelas de Cabo Verde

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Melhor forma de dar e receber um Feedback Negativo

Joseph Grenny é co-fundador da VitalSmarts, uma empresa de treinamento corporativo e desenvolvimento de liderança. É palestrante e escritor da New York Times.

 

O artigo conta-nos a história de Rich, gerente de uma fábrica com uma força de trabalho de 10.000 pessoas produzindo um bilhão de dólares de produto por ano.

 

Ele era um profissional altamente respeitado em sua indústria. Joseph Grenny encontrou-se com ele para prestar serviço de consultoria na área de desenvolvimento organizacional. Alguém de RH pediu ao Rich para participar no programa chamado "Feedback 360." Ele nunca tinha ouvido falar de tal coisa, mas achou que valeria a pena. Afinal, como ele me mesmo dizia, "feedback é o café da manhã dos campeões!".

 

Ele separou cerca de 24 relatórios do diretores, colegas e outras pessoas para preencherem os inquéritos estruturados, e participarem no programa. Duas semanas depois, ele recebeu seu feedback - todo encadernado em acima da mesa, de aparência oficial com gráficos de pizza, gráficos de linha e textos com citações dos colegas. Os resultados deixaram-no esmagado. Por isso, dias depois, ele chegava cedo ao trabalho, trancava a porta do escritório, e não surgia até que outros tinham ido para casa.

 

A maioria das pessoas temem tanto dar como receber feedback, isso pela experiencia que passamos muitas vezes. Onde ouvimos algo sobre nós que provoca-nos emoções dolorosas.

 

O feedback não tem que doer. Na verdade, sob as condições certas, não há nada melhor do que conhecer a "verdade", saber o que os outros pensam de nós. Queremos saber o que os outros acham do nosso desempenho.

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A ironia aqui é que o Joseph já tinha perguntado ao Rich, o que ele esperava do relatório do programa. E ele respondeu com uma certa naturalidade e sorriso na cara, “ eles irão questionar-me por ser um maníaco por controlo. Agora, tendo ouvido a mesma mensagem que ele esperava, ele estava se sentindo arrasado, por que será?

 

A penúria não está na própria mensagem, mas sim em quão seguras as pessoas se sentem para ouvir a mensagem. Se as pessoas se sentem psicologicamente seguras, elas aceitam a verdade. No entanto, se elas sentem-se inseguras, mesmo o menor indício de desaprovação pode ser esmagadora.

 

Segundo o Joseph, existem alguns princípios a seguir, que nos ajudarão a dar e receber um feedback negativo:

 

  1. Não fazer os outros se sentirem seguros. Minhas emoções são minhas responsabilidades. Ninguém pode derramar calmante no cérebro de outra pessoa para acabar com os medos que desencadeiam numa perspetiva defensiva. A responsabilidade final por me fazer sentir segura recai sobre mim.

 

  1. Você pode tornar os seus pensamentos mais fáceis para os outros para se sentirem seguros ao oferecerem um feedback.

 

  • Construa um pensamento correto antes de abrir a boca. Há uma diferença entre o feedback e blowback. O feedback é informação destina-se a ajudar os outros a aprender. Blowback é a informação usada para feridas.

 

  • Peça permissão. Nunca dar feedback até que seja convidado. "Posso dar-lhe um feedback sobre sua apresentação?"

 

  • Compartilhe a intenção antes do conteúdo. Antes de compartilhar feedback, assegure que os outros entenderam as suas intenções positivas em compartilhá-lo. Ex.( para que tenhamos um melhor desempenho e atingir os objetivos traçados, gostaria de falar contigo…)

 

  1. Você pode fazer-se seguro antes de receber feedback.
    1. Prepare-se antes de abrir os seus ouvidos. Nunca convidar o feedback até que você esteja pronto para isso. "Pronto" significa que você quer ouvir a verdade, e não simplesmente de validação. Se depois de receber um feedback que você sente defensivo, pode ser que você queria a aprovação, não informação.

 

O feedback muitas vezes é compreendido como a opinião desenfreada e não pensada de informações, mas o autor nos mostra que ele vai além do bombardeamento de o que alguém acha. Saber receber o feedback e a postura que o encaras depende do preparo psicológico de cada um.

A dor não é um subproduto essencial do feedback - é o resultado de uma falta de segurança em recebe-lo.

 

 

Por: Dilva Silva – Departamento Administrativo e Financeiro das Páginas Amarelas de Cabo Verde

 

 

Fonte:  https://hbr.org/2015/08/the-key-to-giving-and-receiving-negative-feedback